Dão


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Casa da Ínsua

Na Beira Alta, em Penalva do Castelo, a Casa da Ínsua é muito mais do que um hotel de charme de 5 estrelas. Contempla um espaço museológico e mantém a produção de queijo Serra da Estrela, vinho, produtos à base da maçã Bravo de Esmolfe e azeite.

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Conheci a Casa da Ínsua durante a Semana de Enoturismo que precedeu as últimas Jornadas dedicadas ao tema. O acolhimento foi no pátio exterior, sob os frondosos plátanos, que me recordou a Fábrica de Porcelana da Vista Alegre, hoje também na posse do Grupo Visabeira. Além de hotel de charme de 5 estrelas, pertence desde Outubro de 2015 à rede de Paradores, um projeto pioneiro que trouxe um novo público à região.

Caminhos Cruzados

Numa das regiões mais tradicionais de Portugal, os Caminhos Cruzados assumem-se como o “novo Dão”. Construiu-se uma adega arrojada arquitetonicamente, plantaram-se vinhas novas e Lígia Santos, também ela muito jovem, dá a cara por este projeto.

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O dia era destinado a conhecer os projetos enoturísticos de Nelas por isso era imperativo visitar os Caminhos Cruzados. Com o crescente adensar do nevoeiro, ao aproximar-me do novo edifício em betão armado, poderia confundí-lo com a paisagem, não fosse a vincada identidade da construção. Uma obra pensada para a produção de grandes vinhos do Dão mas também com uma forte vertente enoturística.

Lusovini: no coração do Dão

Foi durante um almoço que ouvi falar pela primeira vez na Lusovini. Que a antiga Adega Cooperativa de Nelas já não era a mesma, que o espaço estava muito bonito e que o restaurante merecia a dispensa de algumas horas para conhecer os sabores beirões. Perante tão emotiva sugestão, agendei uma visita guiada e almoço na Taberna da Adega.

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Do que menos gostava dos invernos na Beira era dos dias de chuva. É que além da maçada de andar na rua e ficar toda molhada, era aquele monocronismo da paisagem. Céu, pedra, pinheiros e urzes pareciam todos semelhantes: cinzentos. É num dia como este que visito a Lusovini, com a agravante de um nevoeiro que muito de mansinho se vai instalando para ficar. Mas o desconforto do tempo dissipa-se por completo assim que cruzo as portas. A recepção é um espaço amplo que dá acesso a várias áreas: zona de visita, loja e restaurante. É a Rita de Serpa Barata quem me recebe e após me ser servido um welcome-drink, um Palavrar Espumante Bruto, da Bairrada, seguimos para almoço na Taberna da Adega.

Mesa de Lemos

Fazia falta no Dão um restaurante como a Mesa de Lemos. A visão de Celso de Lemos e a mestria de Diogo Rocha colocaram Silgueiros na rota dos melhores espaços gastronómicos de Portugal.

Mesa de Lemos, Quinta de Lemos, chef Diogo Rocha
Tenho o privilégio de ter estado em dois momentos na Mesa de Lemos. A primeira foi há dois anos, durante as vindimas, onde apenas conheci o espaço. Fiquei assoberbada com o impacto, primeiro no exterior, para a imensidão de vinhas e depois no interior, com todas as obras de arte e aproveitamento arquitetónico da mãe natureza. A última foi pelo S. Martinho, num jantar exclusivo.

A minha Viseu

Chamam-lhe cidade-jardim mas Viseu é conhecida sobretudo pelas inúmeras rotundas. Considerada por diversas vezes como “melhor cidade para viver em Portugal”, combina história com modernidade, cozinha regional com novos tendências, espaços verdes com arte de rua.

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Fazia tempo que algumas das minhas memórias felizes me perseguiam. Sentia que tenho visitado tantos lugares e descuidado a cidade onde cresci. Era a Viseu que ia às compras, onde ao fim de semana passeava, onde ia tratar dos assuntos mais importantes e onde comecei a sair à noite, primeiro na The Day After e mais tarde na Hangar. Havia também os verões na Feira de S. Mateus, quando os automóveis ainda podiam entrar e se estacionava junto ao rio. Todos aqueles carrocéis, as luzes, o grande palco onde tentava espreitar quem atuava, o cheiro das farturas. Do que gostava mesmo era de entrar nos pavilhões, com os expositores mais bonitos e menos confusão.

Um dia de vindimas na Quinta de Lemos

Na região vinícola do Dão, a Quinta de Lemos destaca-se pela produção de vinhos de elevada qualidade a partir de castas tradicionais.

Quinta de Lemos, Rota dos vinhos do Dão
Desde criança que sempre participei nas vindimas do meu pai. Ia pela manhã, de tesoura na mão e um pequeno balde que queria rapidamente encher. Preocupava-me ser picada pelas vespas que atraídas pelo açúcar das uvas, andavam sempre por perto. Com os estudos e posteriormente o trabalho fui deixando de o fazer, com alguma pena, confesso. Este ano quis voltar a essa experiência e nada melhor que no lugar onde cresci. Há muito que desejava conhecer a Quinta de Lemos e a Festa das Vindimas no Dão foi a oportunidade certa.

Museu do Caramulo

Projetado pelos irmãos Abel e João de Lacerda, o Museu do Caramulo inclui  uma importante coleção de arte e automóveis antigos.

Museu do Caramulo; Museu do Automóvel Caramulo
O Museu do Caramulo é o museu onde mais vezes fui. Sempre que havia visitas em casa, no fim de almoço, lá subíamos a serra. Primeiro íamos até ao Cabeço da Neve e depois seguíamos para o Caramulinho. Com a alma alimentada pela visão panorâmica, regressavamos à vila e paravamos no Museu do Automóvel. Há muitos anos atrás, os museus eram independentes. Só mais tarde passou a ser obrigatório adquirir o bilhete conjunto.

Casa de Santar


No coração da Beira Alta, bem perto da cidade de Nelas, pode visitar-se a Casa de Santar, cuja história remonta à Idade Média. Ocupa, atualmente, um lugar de destaque na produção vinícola da região demarcada do Dão.

Casa de Santar; Enoturismo na Região Demarcada do Dão

A poucos quilómetros de Santar, já se começam a ver os vários hectares ocupados por vinhas. Estamos na Beira Alta, local de casas senhoriais, de gentes que cultivam a terra com gosto e que disso fazem o seu modo de vida.

Circuito Pré-histórico de Fiais / Azenha


Carregal do Sal guarda valiosos vestígios da presença humana pré-histórica na região. Sigam o Circuito Fiais/Azenha para os conhecer.


Já há algum tempo que pretendíamos descobrir estes monumentos funerários que remontam a mais de 6000 anos. Das informações recolhidas, percebemos que era possível fazer todo o percurso de carro mas dado ser em terra batida, escolhemos esta altura do ano, quando o terreno está completamento seco. A “estrada principal” permite a circulação em ambos os sentidos mas quando se acede aos caminhos secundários que levam às orcas, apenas é possível transitar um carro, pelo que, caso haja algum encontro, um terá de recuar. Aconselhamos iniciar-se o percurso na localidade de Azenha, na Rua Pontinha (Nacional 230), onde existe um placar com um mapa e informação dos vários pontos.  Aqui segue-se o caminho de terra batida chegando-se a um cruzamento onde existem várias placas a sinalizar o percurso, estando todo ele excelentemente assinalado. Encontramos todos os locais limpos, desmatados e alguns com mesa para piquenique e caixotes do lixo. Apesar de todos serem acessíveis de carro, os amantes de atividades ao ar livre encontrarão aqui o sítio perfeito para uma caminhada ou passeio de bicicleta. Afinal, estamos a falar de apenas 4km. Os que preferem o percurso de automóvel, recomenda-se velocidade moderada e atenção às pedras que se encontram em alguns pontos. Guardem cerca de 2h30 se quiserem disfrutar do circuito com calma.


Complexo Rupestre do Ameal


Complexo Rupestre do Ameal; Circuito Pré-Histórico Fiais/Azenha; Carregal do Sal