Na Mata Nacional do Buçaco, o cheiro da natureza em estado puro, os pássaros que chilreiam despreocupados, as figuras em barro que espreitam de dentro das capelas da Via-Sacra ou a água fresca que escorre das fontes constituem um património que se complementa e enriquece cada visitante.
O Buçaco faz parte das minhas memórias de criança. Desde sempre que me lembro de passar no Luso quando ia visitar os meus tios. Achava-o assustador, pela suas casas singulares, especialmente a das “bruxas”. Contava-se que ninguém conseguia lá dormir com os barulhos durante a noite. Quando lá passava, abria o vidro e chamava-as, destemida pela segurança da distância. Mas o que gostava mesmo era de passar no Buçaco. Havia sempre gente que fazia neste local uma paragem. Quem é da Beira sabe o quanto era apetecível para os famosos passeios domingueiros e o Palace Hotel do Buçaco o lugar onde muitos recém casado passaram a primeira noite.