Toscana


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Adega Antinori nel Chianti Classico: um legado familiar

A ligação da família Antinori aos vinhos remonta há 600 anos atrás. Hoje, vinte e seis gerações depois, Piero Antinori, juntamente com as suas três filhas, ergueu uma obra arquitetónica monumental que é muito mais do que uma adega. Este será um legado familiar.


O vinho vive um momento feliz. Mais do que um produto alimentar, uma herança patrimonial ou uma identidade local, é uma imagem de lifestyle. Embelezaram-se rótulos, plantaram-se vinhas, modernizaram-se adegas e até se construíram algumas tendo como objetivo o enoturismo.

Siena, a magnífica

Da Piazza S. Domenico, Siena parece uma imagem editada. Contornos definidos, cores vibrantes, luz perfeita. Mas é apenas Siena ao natural, sedutoramente irresistível.


Sempre achei os italianos um povo ímpar. Não conheço outro que esteja mais familiarizado com a cultura, a harmonia, o luxo e a excentricidade. Basta saírem à rua para estarem perante o belo, seja na arquitetura, nas obras de arte, nos automóveis, na moda. Foi nisto que pensei quando vi pela primeira vez, ao longe, o casario de Siena com a Torre del Mangia a evidenciar-se. Senti um certo cosmopolitismo mas sem nunca esquecer que estou em Itália.



O vino nobile de Montepulciano

A minha expectativa para Montepulciano era enorme. Diria até gigante. É que numa só cidade reúnem-se várias coisas que aprecio: património histórico, gastronomia e vinhos.


À semelhança do que aconteceu em quase todas as cidades da Toscana, foi ao fim da tarde que cheguei a Montepulciano. Estacionei "la maquina" à porta do hotel (era assim que o dono lhe chamava), uma vantagem dada a quem de fora pernoita dentro das muralhas. Como já caía a noite, não perdi muito tempo. Abri apenas as malas e saí. Alguns casais procuravam um espaço para jantar e tal como eu, dirigiram-se para La Bottega del Nobile, um restaurante, wine-bar e loja de vinhos com mais de 300 referências toscanas. A casa estava quase cheia mas consegui mesa, apesar de não ter marcação. O serviço foi rápido e simpático e escolhi o que me tinham recomendado como imperdível: tábua de queijos e enchidos, picci e carne grelhada com molho balsâmico.

Vale d'Orcia

Tinha uma espécie de ideia romântica da Toscana. Que quando lá fosse, iria alugar um carro e parar há medida que viajava muito devagar. Queria encontrar aqueles lugares especiais que me permitiriam desfrutar da paisagem e avistar ao longe pequenas povoações rodeadas de ciprestes. Encontrei tudo isso no Vale d’Orcia.

Cappella della Madonna di Vitaleta, Toscana, Itália

Como sempre delineei um plano dos locais a visitar. Tudo encadeado, com horas mais ou menos previstas de chegada e partida. Mas uma saída antecipada de Siena permitiu-me descobrir o Vale d’Orcia.

As torres de San Gimignano

Eleita Património da Humanidade pela UNESCO, San Gimignano é uma pérola toscana, com as suas casas-torre e uma forte identidade medieval.


Se Pisa tinha sido a minha porta de entrada na Toscana, San Gimignano foi onde a senti plenamente. Tive a possibilidade de entrar de carro, uma vantagem dada aos visitantes que vão pernoitar na cidade e que dispõem de viatura própria. O caminho de acesso é sempre a subir, entre ruas estreitas e relativamente desertas. Apenas é permitido parar durante 15 minutos, o tempo suficiente para deixar as malas e ir estacionar fora das muralhas.

Volterra

Felizmente que Volterra não é dos locais mais turísticos da Toscana. Não fosse ter ficado no Relais La Suvera e muito provavelmente faria San Gimignano-Siena duma assentada. E a perda teria sido enorme. É que Volterra é dos lugares mais invulgares porque consegue oferecer uma diversidade de opções a quem a visita. Se por um lado mantém o seu carácter medieval tão comum às congéneres cidades, conserva ainda um vasto património etrusco e romano.

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Quando li acerca dos vestígios romanos que Volterra ainda hoje conserva achei que era impossível não parar, até para ver algo um pouco diferente. E foi exatamente isso que aconteceu.

Pisa

Desde pequena que oiço falar na torre de Pisa. Sempre achei curioso como se mantinha assim inclinada. No ano passado regressei a Itália, desta vez para explorar apenas a Toscana. Pisa foi uma excelente porta de entrada e não desiludiu.

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Cheguei ao centro de Pisa num automóvel acabadinho de alugar, ainda a conhecer como reage. Na Piazza Daniele Manin, o número de barracas é assustador mas cruzando a Porta Santa Maria Pisa, há apenas peões. E foi perante o Campo dei Miracoli, ao ver o Batistério, a Catedral e a Torre de Pisa que fiz o meu ato de contrição.

Lucca: a cidade das bicicletas

Conhecer Lucca partiu de uma ideia simples: fazer uma paragem para descansar entre Pisa e Chianti. E como habitualmente estava tudo planeado: onde estacionar, o que visitar e onde comer. Mas claro, se tudo corresse como previsto a emoção não seria a mesma.

Lucca Itália
A primeira surpresa foi logo à chegada. O GPS levou-me ao parque mas estava completamente cheio. Mesmo ao lado, com direito a estrada cortada e tudo, havia uma espécie de feira popular, com carrosséis, carros de choque, farturas e uns doces típicos que se fazia fila para adquirir. Mas após alguma persistência lá consegui lugar. Primeira etapa ultrapassada.

Relais La Suvera: uma experiência memorável

Começou por ser uma fortaleza medieval e mais tarde adaptada a villa renascentista do Papa Júlio II. Hoje, além ser um dos mais bonitos alojamentos de luxo na Toscana, alberga um museu com peças da família Ricci e Massimo.

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Itália...Toscana… (suspiro). Sim. Suspiro sempre que penso neste país e nesta viagem. E um dos motivos é recordar La Suvera. Queria muito dormir num castelo. Não precisava de ser uma grande propriedade mas tinha de ter um ambiente de campo. Coincidência das coincidências, umas semanas antes de partir passou na RTP2 o filme “A Viagem a Itália” de Michael Winterbottom com Rob Brydon e Steve Coogan. Fiquei curiosa com um dos lugares e acabei no computador a investigar. O que vi deixou-me tão deslumbrada que não procurei mais. Era aqui que iria ficar.

Florença: arte em estado puro

Pelo menos uma vez na vida devia ser possível contemplar Florença. Não com o simples olhar com que encaramos apressadamente o nosso dia a dia mas com os olhos da alma, aqueles que nos permitem sentir a beleza da criação.

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Chego a Florença de comboio. Junto à estação há um quiosque onde pouso a mala e olho para as “gordas”, correção, para as magras, já que nas capas das revistas de moda a silhueta é obrigatória. Não foi há muitas horas que visitei o Quadrilátero de Ouro em Milão e ainda me sinto embrenhada no espírito do glamour.