Ocupada pela dinastia dos Nasridas, Granada foi conquistada pelos reis Católicos em 1492. Dessa ocupação, ficou um património histórico monumental que atrai milhares de turistas todos os anos. Uma cidade que transborda memórias da prosperidade, da arte e do conhecimento do Al-Andaluz.
A viagem a Granada foi feita em pleno Verão, com muito calor, chegando o termómetro do carro a marcar 39ºC. A paisagem é bastante semelhante, com muitos km’s de olivais. O GPS levou-nos direitinhos à nossa primeira paragem: o Monasterio de la Cartuja.

Entrando por um portão, estacionamos no pátio, junto a uma loja de souvenires. Subimos a escadaria. Desta cartuxa do século XVI não se conserva a sua totalidade. Visitamos o claustro e algumas capelas ocupadas com grandes pinturas, não merecendo grande atenção. Quando entramos na Igreja, pedem-nos silêncio e recordam-nos a interdição para a fotografar. A austeridade que se vê no exterior nada tem a ver com a exuberância da ornamentação. Com uma só nave, está dividida em três partes e decorada com cenas da vida da Virgem Maria. No presbitério destacam-se as esculturas em gesso e os quadros com cenas da Paixão de Cristo. Por trás do altar-mor fica o Sancta Sanctorum. A sacristia do século XVIII é bastante maior do que o habitual, toda em mármore.
