Itália


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Adega Antinori nel Chianti Classico: um legado familiar

A ligação da família Antinori aos vinhos remonta há 600 anos atrás. Hoje, vinte e seis gerações depois, Piero Antinori, juntamente com as suas três filhas, ergueu uma obra arquitetónica monumental que é muito mais do que uma adega. Este será um legado familiar.


O vinho vive um momento feliz. Mais do que um produto alimentar, uma herança patrimonial ou uma identidade local, é uma imagem de lifestyle. Embelezaram-se rótulos, plantaram-se vinhas, modernizaram-se adegas e até se construíram algumas tendo como objetivo o enoturismo.

Giuseppe Giusti: o mais antigo produtor de vinagre balsâmico de Modena

O Gran Deposito Aceto Balsamico Giuseppe Giusti é o mais antigo e prestigiado produtor de Modena. Atualmente na 17ª geração, mantém este património secular, a memória e respeito por esta iguaria mundialmente famosa.


Nunca imaginei que existissem provas de vinagres. Mas quando planeei a minha viagem a Modena agendei uma visita ao mais antigo produtor. A primeira loja abriu em 1605 mas já anteriormente a família vendia o vinagre balsâmico em mercados.

Acelerar a fundo em Modena

Modena é um diamante em bruto para os apreciadores das coisas boas da vida: vinho mundialmente famoso, o melhor vinagre balsâmico, restaurante de Enzo Botura, queijo parmigiano reggiano e carros que fazem muitos suspirar.


Se para mim um automóvel é apenas um meio que me permite deslocar de um ponto para outro, para muitos é um objecto de sonho. Quis o destino que em Modena se instalassem alguns dos museus e fábricas de automóveis que fazem principalmente o sector masculino suspirar: a Ferrari, Maserati, Stanguellini e a Lamborghini.

Lambrusco de Modena

A cidade italiana de Modena é mundialmente conhecida por várias coisas: enogastronomia, carros velozes (e caros) e Luciano Pavarotti. Um prato cheio para os amantes da boa vida brindarem com um copo de Lambrusco.


O vinho Lambrusco é mundialmente conhecido ainda que não seja pelos melhores motivos. Existem vinhos italianos igualmente famosos mas que estão associados a uma imagem de qualidade. Por cá, o Lambrusco é um vinho frisante que se vende em qualquer supermercado a preços baixos, o que não ajuda na sua imagem. Em Modena existem várias adegas que abrem as suas portas para mostrar o que de melhor sabem fazer.

Queijo Parmigiano Reggiano

Não sou grande consumidora de queijos mas aprecio alguns. Em Portugal, o Queijo Amarelo da Beira Baixa é sem dúvida o meu favorito; em Espanha gosto do Manchego; em França o brie é duma simplicidade desarmante e o sabor do Gouda conquistou-me durante a minha viagem à Holanda. Em Itália também há bons queijos e cá em casa nunca falta um Parmigiano Reggiano para um risotto. Quando passei por Modena não pude deixar de visitar uma queijaria e conhecer todo o seu processo de produção.


É bem cedo que começam as visitas, já que é a mãe natureza que manda. Quem tem este tipo de negócio sabe que não há fins de semana nem feriados, uma vez que os animais têm de ser ordenhados duas vezes por dia. E estamos a falar de um universo de 2000 vacas que diariamente produzem mais de 6000 litros de leite.

Siena, a magnífica

Da Piazza S. Domenico, Siena parece uma imagem editada. Contornos definidos, cores vibrantes, luz perfeita. Mas é apenas Siena ao natural, sedutoramente irresistível.


Sempre achei os italianos um povo ímpar. Não conheço outro que esteja mais familiarizado com a cultura, a harmonia, o luxo e a excentricidade. Basta saírem à rua para estarem perante o belo, seja na arquitetura, nas obras de arte, nos automóveis, na moda. Foi nisto que pensei quando vi pela primeira vez, ao longe, o casario de Siena com a Torre del Mangia a evidenciar-se. Senti um certo cosmopolitismo mas sem nunca esquecer que estou em Itália.



O vino nobile de Montepulciano

A minha expectativa para Montepulciano era enorme. Diria até gigante. É que numa só cidade reúnem-se várias coisas que aprecio: património histórico, gastronomia e vinhos.


À semelhança do que aconteceu em quase todas as cidades da Toscana, foi ao fim da tarde que cheguei a Montepulciano. Estacionei "la maquina" à porta do hotel (era assim que o dono lhe chamava), uma vantagem dada a quem de fora pernoita dentro das muralhas. Como já caía a noite, não perdi muito tempo. Abri apenas as malas e saí. Alguns casais procuravam um espaço para jantar e tal como eu, dirigiram-se para La Bottega del Nobile, um restaurante, wine-bar e loja de vinhos com mais de 300 referências toscanas. A casa estava quase cheia mas consegui mesa, apesar de não ter marcação. O serviço foi rápido e simpático e escolhi o que me tinham recomendado como imperdível: tábua de queijos e enchidos, picci e carne grelhada com molho balsâmico.

Vale d'Orcia

Tinha uma espécie de ideia romântica da Toscana. Que quando lá fosse, iria alugar um carro e parar há medida que viajava muito devagar. Queria encontrar aqueles lugares especiais que me permitiriam desfrutar da paisagem e avistar ao longe pequenas povoações rodeadas de ciprestes. Encontrei tudo isso no Vale d’Orcia.

Cappella della Madonna di Vitaleta, Toscana, Itália

Como sempre delineei um plano dos locais a visitar. Tudo encadeado, com horas mais ou menos previstas de chegada e partida. Mas uma saída antecipada de Siena permitiu-me descobrir o Vale d’Orcia.

As torres de San Gimignano

Eleita Património da Humanidade pela UNESCO, San Gimignano é uma pérola toscana, com as suas casas-torre e uma forte identidade medieval.


Se Pisa tinha sido a minha porta de entrada na Toscana, San Gimignano foi onde a senti plenamente. Tive a possibilidade de entrar de carro, uma vantagem dada aos visitantes que vão pernoitar na cidade e que dispõem de viatura própria. O caminho de acesso é sempre a subir, entre ruas estreitas e relativamente desertas. Apenas é permitido parar durante 15 minutos, o tempo suficiente para deixar as malas e ir estacionar fora das muralhas.

Volterra

Felizmente que Volterra não é dos locais mais turísticos da Toscana. Não fosse ter ficado no Relais La Suvera e muito provavelmente faria San Gimignano-Siena duma assentada. E a perda teria sido enorme. É que Volterra é dos lugares mais invulgares porque consegue oferecer uma diversidade de opções a quem a visita. Se por um lado mantém o seu carácter medieval tão comum às congéneres cidades, conserva ainda um vasto património etrusco e romano.

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Quando li acerca dos vestígios romanos que Volterra ainda hoje conserva achei que era impossível não parar, até para ver algo um pouco diferente. E foi exatamente isso que aconteceu.

Pisa

Desde pequena que oiço falar na torre de Pisa. Sempre achei curioso como se mantinha assim inclinada. No ano passado regressei a Itália, desta vez para explorar apenas a Toscana. Pisa foi uma excelente porta de entrada e não desiludiu.

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Cheguei ao centro de Pisa num automóvel acabadinho de alugar, ainda a conhecer como reage. Na Piazza Daniele Manin, o número de barracas é assustador mas cruzando a Porta Santa Maria Pisa, há apenas peões. E foi perante o Campo dei Miracoli, ao ver o Batistério, a Catedral e a Torre de Pisa que fiz o meu ato de contrição.

Lucca: a cidade das bicicletas

Conhecer Lucca partiu de uma ideia simples: fazer uma paragem para descansar entre Pisa e Chianti. E como habitualmente estava tudo planeado: onde estacionar, o que visitar e onde comer. Mas claro, se tudo corresse como previsto a emoção não seria a mesma.

Lucca Itália
A primeira surpresa foi logo à chegada. O GPS levou-me ao parque mas estava completamente cheio. Mesmo ao lado, com direito a estrada cortada e tudo, havia uma espécie de feira popular, com carrosséis, carros de choque, farturas e uns doces típicos que se fazia fila para adquirir. Mas após alguma persistência lá consegui lugar. Primeira etapa ultrapassada.

Relais La Suvera: uma experiência memorável

Começou por ser uma fortaleza medieval e mais tarde adaptada a villa renascentista do Papa Júlio II. Hoje, além ser um dos mais bonitos alojamentos de luxo na Toscana, alberga um museu com peças da família Ricci e Massimo.

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Itália...Toscana… (suspiro). Sim. Suspiro sempre que penso neste país e nesta viagem. E um dos motivos é recordar La Suvera. Queria muito dormir num castelo. Não precisava de ser uma grande propriedade mas tinha de ter um ambiente de campo. Coincidência das coincidências, umas semanas antes de partir passou na RTP2 o filme “A Viagem a Itália” de Michael Winterbottom com Rob Brydon e Steve Coogan. Fiquei curiosa com um dos lugares e acabei no computador a investigar. O que vi deixou-me tão deslumbrada que não procurei mais. Era aqui que iria ficar.

Florença: arte em estado puro

Pelo menos uma vez na vida devia ser possível contemplar Florença. Não com o simples olhar com que encaramos apressadamente o nosso dia a dia mas com os olhos da alma, aqueles que nos permitem sentir a beleza da criação.

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Chego a Florença de comboio. Junto à estação há um quiosque onde pouso a mala e olho para as “gordas”, correção, para as magras, já que nas capas das revistas de moda a silhueta é obrigatória. Não foi há muitas horas que visitei o Quadrilátero de Ouro em Milão e ainda me sinto embrenhada no espírito do glamour.

Roma: Museus do Vaticano e Basílica de São Pedro


Classificado como Património da Humanidade pela Unesco, o Estado do Vaticano atrai milhares de visitantes, não só por ser um dos locais sagrados para os cristãos, mas também devido às obras primas dos seus museus.


Pátio La Piña


Os Museus do Vaticano e a Basílica de São Pedro são duas atrações absolutamente incontornáveis para quem visita Roma. Assim que saímos na estação de metro Ottaviano, aparecem dezenas de pessoas que nos acompanham durante vários metros, numa tentativa de vender os seus serviços como guia para os museus. Os bilhetes devem ser adquiridos previamente no site oficial sob pena de se perder horas em filas de espera, que contornam os altos muros do século XVII. Passando todas as medidas de segurança, entramos e aí há que ter um plano definido para se saber qual a direção a tomar. A Pinacoteca, as esculturas do Museu Pio-Clementino, as coleções egípcias, etruscas e gregas ou a Galeria dos Tapetes merecem uma visita.

Dicas Para Visitar Pompeia

Dicas Para Visitar Pompeia, Sul de Itália


Pompeia é um local único no Mundo e dos mais visitados no sul de Itália. Apesar das centenas de pessoas que diariamente visitam a cidade, com um bom plano poderá ter um dia tranquilo, passando por todos os pontos importantes.

Nápoles e Pompeia-Parte II


Pompeia deve o seu mediatismo ao facto de em 79 d.C. uma erupção do vulcão Vesúvio ter “sepultado” a cidade com cinzas, deixando-a tal como estava quando em meados do século XVIII foi escavada. Classificada como Património Mundial pela UNESCO, Pompeia recebe milhões de visitantes todos os anos. É um verdadeiro mergulho no tempo e na História.

Casa della Venere in Conchiglia, Pompeia, Itália

Nápoles e Pompeia - Parte I


A cerca de 2 horas de Roma encontramos Nápoles, uma cidade difícil de nos conquistar, que primeiro se estranha e depois se entranha. Berço da pizza, mas também de papas e imperadores, é um excelente local para ficar, caso o destino seja Pompeia ou a Baía de Nápoles.


Chegámos à estação de Napoli Centrale ao fim da manhã. Tínhamos previsto visitar a cidade durante a tarde e na manhã seguinte partir para Pompeia. Dirigimo-nos à zona de comboios regionais e compramos logo os bilhetes de ida e volta.

Deixámos a estação e entrámos na Praça Garibaldi, sala de visita para quem chega à cidade. Tivemos a sensação de estar num local caótico: obras por todo o lado, carros de intervenção de polícia parados, vendedores de rua a apregoar os seus produtos, muito trânsito e motos a toda a velocidade. Não sendo possível atravessá-la, tivemos de fazer o percurso até ao hotel, que fica no lado oposto, por uma lateral. O caminho parecia interminável...

Praça Garibaldi, Nápoles, Itália