Lisboa e Vale do Tejo


Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa e Vale do Tejo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa e Vale do Tejo. Mostrar todas as mensagens

Sheraton Cascais Resort: um elogio ao descanso

Na Quinta da Marinha, o Sheraton Cascais Resort propicia momentos de relaxamento na piscina exterior, spa ou num passeio pelos diversos espaços verdes.

Sheraton Cascais Resort
– Boa tarde. Seja bem vinda ao Sheraton Cascais Resort.
É com esta simpatia que cruzo a cancela e percorro o caminho ladeado de pinheiros mansos. A entrada é um espaço plural. Com uma decoração discreta, a lembrar ambientes de outras paragens, é uma sala de estar com grandes cadeirões e sofás confortáveis. É também aqui que se encontra o Lounge Bar.

Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

A primeira vez que ouvi falar do Museu das Odrinhas foi nas comemorações do Dia Internacional da Arqueologia. “Um museu arqueológico em Sintra e eu não conheço?” pensei. Claro que há sempre escolhas e esse não foi o ano em que o visitei. Alguns meses depois, numa ronda de geocaching pela zona, parei à porta, mas como estava encerrado segui o meu caminho. Passei uma terceira vez quando me dirigia para o Museu do Ar mas foi durante uma romaria local que finalmente o conheci. É que este museu tem uma particularidade: está inserido num ambiente rural. Tal facto não lhe tira qualquer mérito e as minhas expectativas iam altas, não só pelos sucessivos adiamentos mas porque sou uma apaixonada pela cultura romana.

Passando o átrio, entrei na cripta etrusca. A meia luz, as pequenas dimensões e o ambiente silencioso lembraram-me o lugar mais recôndito dos templos egípcios mas sem as centenas de pessoas a acotovelarem-se. Um dos sarcófagos etruscos é imponente, exibindo na tampa uma figura humana deitada.

Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

Saí de um ambiente intimista para uma sala inundada de luz. É a basílica romana e a dimensão teve um grande impacto. São dezenas de lápides de homens, mulheres e escravos, todas provenientes da região. No topo, como que a recrear uma capela mor, há um conjunto de aras dentro de nichos. Andei a vaguear por entre os corredores, tentando decifrar algumas inscrições e recordar o meu latim.

Da Quinta do Mocho para o mundo

É das maiores galerias de arte urbana da Europa, fica no concelho de Loures e anda nas bocas do mundo. As pinturas da Quinta do Mocho convidam a quebrar estigmas e preconceitos.

Quinta do Mocho; galeria de arte urbana

É quase uma da tarde. Nem à sombra se consegue escapar ao calor do sol que não dá tréguas. NADA parece não o sentir. Continua a pintar, traço após traço, numa das duas obras que neste momento se encontram em execução.

Quinta do Mocho; galeria de arte urbana

A Quinta do Mocho é conhecida pelas piores razões mas este projeto de requalificação urbana através da arte trouxe novas oportunidades aos moradores. O senhor Osvaldo, de sorriso rasgado, conta como é cá morar:
– No bairro não nasceram pessoas com sapatos. Antes nem um táxi entrava. Vivo aqui mas nunca devo esquecer as minhas raízes.
São várias as comunidades mas a angolana predomina. Apesar de ser a segunda visita organizada ao bairro, ainda há rostos que espreitam desconfiados pelas janelas e quando sentem um cruzar de olhos, afastam-se. Um dos guias e morador explica algumas das razões:
– As pessoas tinham vergonha de dizer que moram na Quinta do Mocho. Quando iam a  entrevistas de emprego diziam morar noutro local próximo. Este projeto ajudou a sentirem o bairro como delas, a serem mais afáveis e acolhedoras.

Alenquer: a Vila Presépio


Berço de Damião de Góis, Alenquer é uma terra de tradições. Para além da sua ligação ao vinho e indústria lanifícia, mantém o epíteto de Presépio de Portugal.

Alenquer: Presépio de Portugal

Das minhas memórias de criança, recordo-me de passar na EN1 e desembaciar o vidro com a manga da camisola para ver melhor o presépio iluminado. Foram várias as vezes que pedi uma visita mas só este ano o Menino concedeu o meu desejo.
Antes de chegar a Alenquer, fiz um pequeno desvio para conhecer a Igreja de Santa Quitéria de Meca. Era hora de almoço e cheguei no exato momento em que o sr. Padre fechava a porta mas ao ver-me tão determinada na sua direção, rasgou um grande sorriso e perguntou: “Quer ver a igreja não é?” A sua simpatia não ficou por aqui: ligou todas as luzes e abriu a porta para ver o interior com todo o seu esplendor. Infelizmente, chegou um casal que requereu a sua atenção e por isso não conheci mais da sua história. Limitei-me a admirar a beleza das pinturas do teto e de um cofre da gloriosa Santa Quitéria, datado de 1769.

Na margem direita do Tejo

A cerca de 30 minutos de Lisboa, Vila Franca de Xira mantém viva a sua relação com a festa brava e tradições de outros tempos.

Monumento ao Campino

Junto à linha de comboio, a cancela está fechada. Cheguei em hora de ponta. É dia de trabalho e muitos são os que fazem deste o seu transporte habitual para Lisboa. Enquanto espreito para avistar o comboio, há uma senhora que me apita repetidamente e acena com a mão para eu recuar. Quando finalmente é permitido avançar, para junto de mim e pergunta: “Need some help?” “Obrigada mas estou orientada. Vou para o jardim.” Pediu desculpas por me julgar de fora e aconselhou-me a visitar a nova biblioteca, com o sugestivo nome de Fábrica das Palavras. Mesmo sem essa indicação, seria impossível passar ao lado sem reparar no antigo edifício da fábrica de descasque de arroz, hoje dedicado à cultura.

Os avieiros da Póvoa


No cais da Póvoa de Santa Iria, a reconstituição de uma casa avieira retrata a vida destes “nómadas do rio”.

Cais palafítico da Póvoa de Santa Iria

Terá sido em meados do século XIX que pescadores da zona de Vieira de Leiria migraram à procura de melhores condições de vida. Atraídos pela abundância de peixe no rio Tejo, viviam em lares flutuantes – as bateiras e os saveiros -  ao sabor da corrente e de “onde o peixe dava”. Estas duras condições de vida foram melhorando e passaram a morar em casas palafíticas (devido às cheias) nas margens do rio.

Adega Mãe: vinhos a Oeste


Localizada na Quinta da Archeira, a cerca de 10 km’s de Torres Vedras, a Adega Mãe surge inserida numa paisagem de vinhedos. É a aposta do grupo Riberalves num outro fiel amigo.

Adega Mãe

Inaugurada em Novembro de 2011, a Adega Mãe caracteriza-se pelas suas linhas simples, com assinatura do arquiteto Pedro Mateus. Ao chegar, deparo-me com uma entrada cuidada e estacionamento pensado para acolher os visitantes. Num edifício construído de raiz, em que o enoturismo é um objetivo evidente, nada foi deixado ao acaso. Seduzida por este lado estético exterior, entro na loja onde sou recebida pela Joana Carapeta, que gentilmente me tinha convidado a conhecer este projeto.

Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas


O Núcleo Museológico do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas, no Regimento de Engenharia n.º 1, na Pontinha, pretende recrear o cenário das operações que estiveram na base de um dia histórico para Portugal: o 25 de Abril de 1974.

Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas

“Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas”. É a frase que todos os anos se repete em cada comemoração do dia que devolveu a Liberdade a Portugal. Faz parte do primeiro comunicado do MFA, lido por Joaquim Furtado, locutor no Rádio Clube Português, às 4h30 do dia 25 de Abril. A poucos km’s, no Regimento de Engenharia n.º 1, o grupo de militares que iniciaram esta operação, escutavam atentamente pela telefonia.

Quinta do Monte D’Oiro: paixão pelo vinho


A cerca de 15 quilómetros de Alenquer, a Quinta do Monte D’Oiro é uma referência na produção de vinhos regionais de Lisboa de elevada qualidade.

Quinta do Monte D’Oiro; Enoturismo no Oeste; Vinho regional de Lisboa

Quando chego à Quinta do Monte D’Oiro, reparo na escultura que está junto à adega. Este “terroir” abre o campo de visão para os 42 hectares da propriedade, que nos últimos quatro séculos de história contaram com as características específicas do solo, do clima e da aproximação à orla costeira para produzir vinhos de grande carácter.

Enoturismo na Quinta do Gradil


Com mais de 500 anos de História, a Quinta do Gradil é considerada uma das maiores produtoras de vinho do concelho do Cadaval, com uma forte aposta no enoturismo.

Enoturismo na Quinta do Gradil

É impossível passar na Estrada Nacional 115, em Vilar, e ficar indiferente à imensidão de vinhas, que apesar de nesta altura do ano se encontrarem despidas das suas folhas, em nada perdem de beleza. O sinal à entrada da quinta proíbe as velocidades, mas com uma paisagem como esta, a calma é obrigatória.

Pão de ló Ti’Piedade: um doce segredo


Começou há 30 anos com a Ti’ Piedade. Hoje mantém a sua preparação segundo o método tradicional mas foram adicionados novos sabores ao pão de ló original: a canela e o chocolate.


Pão de ló Ti’Piedade


Pode parecer um lugar comum mas são mesmo as pessoas que dão carácter às viagens. Num dia dedicado a conhecer algumas quintas na região do Oeste, foi-me dada uma sugestão na Quinta do Gradil: visitar a pastelaria onde é feito diariamente o pão de ló Ti’ Piedade. Bastou telefonar a confirmar se me podiam receber e lá segui para a aldeia de Paínho, no concelho do Cadaval. À minha esperava estava a Ana Martins, atual proprietária e neta da Ti’ Piedade.


Tudo começou há 30 anos com a avó a fazer o pão de ló para a família mas que rapidamente passou a ser também apreciado por outros. Sempre com a receita no seio familiar, que já vai na 3ª geração e no mesmo local, os pães de ló continuam a ser confecionados segundo o método tradicional. No entanto, não é um produto que ficou parado no tempo: soube inovar-se e hoje para além de ser vendido em vários formatos, apostou também noutros sabores: adicionou o chocolate e a canela ou retirou o açúcar, para quem este doce ingrediente é proibido.

Anda comigo ver os aviões


É em Pêro Pinheiro, inserido no espaço da Base Aérea Nº 1, que se localiza o Museu do Ar, o único museu aeronáutico do país.

Museu do Ar; Base Aérea Nº 1; museu aeronáutico; Pêro Pinheiro; Sintra

Tempos houve que rasgaram as nuvens, combateram em guerras, salvaram vidas e transportaram individualidades nacionais. Mudaram-se de Alverca para Pêro Pinheiro e desde então fazem as delícias de miúdos e  mas principalmente dos graúdos.