Lisboa


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Jamie's Italian Lisboa

No Príncipe Real, o Jamie's Italian é mais um exemplo da aposta do chef inglês em expandir a sua conhecida cadeia de restaurantes italianos pelo mundo.


Quando saiu a notícia de que Jamie Oliver ia abrir um restaurante no Príncipe Real, criou-se ainda mais buzz do que o habitual porque a especulação foi enorme. A questão nem era se iria ser ele a cozinhar (não, evidente) mas se pelo menos viria à inauguração. Parece que nem isso aconteceu.
Lá foram os “habituais” dar a boca ao manifesto e em geral as críticas foram positivas. Agora que passou quase um ano fui também conhecer o Jamie's Italian.

Pesca: um elogio ao mar

Aberto há um ano, o Pesca é dos restaurantes mais carismáticos da actualidade lisboeta. Diogo Noronha aposta nos produtos do mar para criar memórias gastronómicas nos que procuram “tudo menos o óbvio”.


Chego ao Pesca às 20h20. Tinha previamente ligado para reservar mesa mas o meu pedido para as 20h00 foi recusado.
-Pode ser para as 20h30?
Ninguém me explicou o motivo e eu também não perguntei, mas perante menos de 10 pessoas no restaurante, não entendi a recusa.
A recepção foi de enorme simpatia, incluindo todos os elementos presentes na cozinha aberta que cumprimentam os clientes à passagem.

Il Mercato

No Páteo Bagatela, o Il Mercato é o último projeto de Tanka Sapkota que junta no mesmo espaço o melhor da massa fresca e de produtos italianos selecionados.

Il Mercato, restaurante Tanka Sapkota, restaurante italiano Páteo da Bagatela
A ideia era simples: passar o dia em família com atividades para todos. Começava com a exposição dedicada a Almada Negreiros, seguia-se um almoço no Ground Burger e terminava no jardim da Gulbenkian para o meu filho correr livremente atrás do patos. Para minha surpresa, a fila no museu já chegava ao piso –1 e o restaurante encerra ao Domingo. Meio dia e meio, a fome a começar a apertar e agora o que fazer? Ir comer “qualquer coisa” estava fora de questão mas bastou alguns minutos para encontrar uma alternativa: vamos ao Il Mercato. 12h40 ligo para o restaurante.

Novo Ano Chinês

Começa apenas dia 28 de Janeiro mas as comemorações já se iniciaram este sábado. A Almirante Reis e o Martim Moniz encheram-se de cor para receber o novo ano do galo.

Novo Ano Chinês 2017, ano chinês do galo
O desfile estava marcado para as 11 horas da manhã e como era a primeira vez que ia assistir com o meu filho, cheguei cedo. Na Praça do Martim Moniz já se começavam a expor alguns produtos do extremo oriente. Segui o fluxo de pessoas em direção à Igreja dos Anjos. Pelo caminho, os vários estabelecimentos começam a preparar as montras com uma panóplia de fritos cujo cheiro chega a vários metros de distância.

Palácio Chiado

Começou no Príncipe Real e já chegou ao Chiado. A renovação dos palácios de Lisboa para adaptação a espaços comerciais e de restauração veio para ficar.

Palácio Chiado, onde comer no Chiado, espaço gourmet
Tenho para comigo a ideia de que o património deve estar acessível ao público, de preferência em bom estado de conservação. Por isso, quando se iniciou a abertura dos palácios do Príncipe Real aplaudi a iniciativa. Poder fazer compras num ambiente faustoso onde a seleção das marcas é rigorosa, parece-me uma boa ideia.

Pizzeria Zero Zero

Abriu há pouco tempo e é já uma aposta ganha. Esta pizzeria traz sabores de Itália ao Príncipe Real.

Pizzeria Zero Zero
Vou com alguma regularidade ao Príncipe Real, em especial ao fim de semana. Além do mercado biológico, há também a feira de antiguidades e o mercado no museu do MNHNC onde descubro sempre ideias inovadoras. Acabo por passar lá o dia, o que me faz procurar novos locais para almoçar. Já tinha tentado conhecer a Pizzeria Zero Zero mas quando cheguei havia fila à porta. Desta vez vim mais cedo: às 12h30 já estava à mesa.

10 Lojas para conhecer no Príncipe Real

Percorrer as ruas do Príncipe Real é garantia certa de encontrar lojas únicas, ideais para um gosto refinado. Procura-se uma diversidade exclusiva, sempre com um toque de criatividade.

Amélie au Théâtre; lojas carismáticas do Príncipe Real
Dizia-me há tempos um galerista que as modas são para os que não têm gosto. Apesar do Príncipe Real estar na “moda”, os seus muitos espaços comerciais apresentam propostas alternativas, para quem sabe o que quer. Os que estão de passagem pela cidade mostram-se descontentes com a abertura tardia das lojas (algumas abrem apenas ao meio dia). A espera vale a pena porque o que aqui se encontra é único.

AMA e um jantar a quatro mãos no Eleven

Um hotel de pessoas para pessoas, um menu elaborado por dois chef’s com estrelas Michelin… só pode ser uma noite memorável!

 AMA Andalusia Health Resort
Na passada terça-feira, o AMA Andalusia Health Resort apresentou-se no restaurante Eleven, num jantar por Joachim Koerper e Yayo Daporta. Tive o privilégio de estar entre os convidados e de ouvir de Domingo Delgado, Diretor Geral, e Sónia Castro, Diretora Comercial e de Marketing, este conceito que alia saúde e bem estar a uma experiência gastronómica ajustada a cada tipo de necessidade. O AMA Andalusia Health Resort fica a cerca de 34 quilómetros da fronteira de Vila Real de Santo António, dispõe de 42 quartos de luxo, 26 apartamentos e dois restaurantes: o FANDADO, de cozinha mediterrânica,  e o Ostras!, de cozinha de autor com um toque internacional.
Já conheço a região de Huelva e para quem gosta de acrescentar um lado cultural a uns dias de descanso e relaxamento, sugiro fazer a Rota dos Lugares Columbinos e conhecer os locais de principal relevância para a realização da primeira viagem de Cristovão Colombo à América.
Feita a apresentação, estavamos todos curiosos com o menu. Iniciamos com um atun con gel de ensalada e almendras que me lembrou o verão pelo forte sabor. Seguiu-se um huevo de corral a baja temperatura con crema  trufada de patatas y setas de temporada. Foi a estrela da noite, pela apresentação e intensidade de sabor.

Yayo Daporta
A presa de porco alentejano con tomate, marcuja e patata confitada apresentou uma carne muito macia mas gostava de ter um pouco mais de batata. Terminou com uma infusión de frutos rojos con helado de queso fresco, uma combinação vencedora que recolheu elogios.

Yayo Daporta, Restaurante Eleven, jantar de apresentação AMA Andalusia Health Resort
Yayo Daporta, Restaurante Eleven, jantar de apresentação AMA Andalusia Health Resort
No final do jantar os chef’s cumprimentaram os convidados e Yayo Daporta percorreu todas as mesas e trocou algumas palavras com os presentes. Gostei imenso de o conhecer, especialmente pela simplicidade que demonstrou.

Onde comer no Príncipe Real

O Príncipe Real é dos lugares mais trendy de Lisboa. Bairristas, turistas ou simples curiosos, poucos são os que não disfrutam de um dos locais mais in da cidade. O meu último fim de semana foi aqui passado, a conhecer lojas, designers e novas marcas que procuram dar-se a conhecer onde estilo não falta. No fim do dia, elaborei uma pequena lista de locais onde comer.

Onde comer no Príncipe Real; Prego da Peixaria
Nada como inicar a manhã com uma paragem na Confeitaria Cister para um café e pastel de nata. Não sei se é a montra apelativa ou a localização mas vi mais estrangeiros que locais a frequentá-la.
Para almoço, a ideia era conhecer a nova pizzeria Zero Zero. Às 13h já havia fila e o espaço também pareceu apertado. Acabei por me decidir pelo Prego da Peixaria que se revelou uma surpresa. Não me sentia atraída por este conceito mas assim que entrei, a minha opinião mudou. Primeiro a decoração é bastante agradável, com uma mistura que objetos que combinam na perfeição. Depois o atendimento, rápido, muito prestável e simpático. O pedido é feito numa folha de papel onde se escolhe tudo: pregos ou hambúrgueres, batatas fritas e bebidas. Como adoro mangericão, escolhi o yuppie (8,5€) muito bem passado. Não sei se foi por os pedidos não pararem com a casa cheia e fila já no passeio mas a carne não veio como gostaria e as batatas Marilyn Monroe (1,5€) com excesso de óleo e algumas encruadas. A maionese era muito saborosa e fresca e o bolo do caco bastante fofo. Apesar de não ter sido perfeito, o balanço é positivo, especialmente pela simpatia.

Mercados de Natal na baixa de Lisboa

Mercados de Natal em Lisboa
Durante o mês de Dezembro, fui em diversas ocasiões à baixa de Lisboa. Gosto sempre de lá ir, seja fazer algumas compras em lojas específicas ou simplesmente dar um passeio e espreitar o Tejo junto ao Cais das Colunas. Vou logo de manhã, almoço junto a uma janela a ver o bulício das ruas e espero pelo fim da tarde, para ver a iluminação de Natal. Este ano, as temperaturas têm estado amenas para a época, por isso nem custa tanto a transição para o início da noite. Um bocadinho mais de frio daria aquele toque especial.
Na Praça da Figueira a animação é grande no Mercado de Produtos e Produtores Nacionais. Além dos comes e bebes tradicionais, há algumas sugestões de presentes ligados ao artesanato. Circulei pelo espaço mas confesso que parei sempre junto aos queijos da Beira Baixa. É seguramente o meu queijo português favorito mas apesar da insistência, consigo resistir à tentação de o levar.

A tradição do bacalhau em Portugal

Em Dezembro, o bacalhau torna-se ainda mais especial. É presença assídua na mesa da consoada, partilhado em família, a iniciar uma noite de doces iguarias.

Gadus morhua, o bacalhau do Atlântico, Aquário dos Bacalhaus, Museu Marítimo de Ílhavo
Não sei se haverá algum prato confecionado com bacalhau salgado que não goste. Nunca falta em casa e é tão versátil que o preparo de diversas maneiras: cozido, assado, grelhado, frito e até cru.
Portugal tem uma grande tradição de pesca de bacalhau, que terá começado no início do século XVI. Muitos foram os que embarcaram nos bacalhoeiros e partiram para a Terra Nova e Gronelândia.

A nova vida dos mercados: mercado da Ribeira

Mercado da Ribeira
Longe vai o tempo em que vinha ao mercado da Ribeira procurar algum produto específico. Foi aqui que comprei as primeiras bananas pão que cozinhei e onde encontrava com alguma facilidade as pastinacas, na altura ainda relativamente desconhecidas e difíceis de encontrar. Mas havia também o reverso da medalha: o espaço era demasiado grande para as bancas existentes, já para não falar de alguma degradação que apresentava.

A nova vida dos mercados: mercado de Algés

Mercado de Algés
Indo de encontro à “moda” do comer, dos chef’s, das receitas das avós e dos cadernos deixados como heranças, também o mercado de Algés foi renovado para atrair foodies. Contrariamente ao de Campo de Ourique e Ribeira, aqui não vejo turistas. Quando deixo de prestar atenção aos vários ecrãs de televisão onde passam programas relacionados com culinária (este é apresentado pelo Curtis Stone) constato uma realidade que me surpreende. Onde espero ver gente jovem, hipsters com a barba cuidada e camisa abotoada encontro gente local que vem conhecer o novo espaço do “bairro”. Atrás de mim, e para meu espanto, duas septuagenárias comem uma pizza.

A nova vida dos mercados: Campo de Ourique

Mercado de Campo de Ourique
Quando foi renovado em 2013, escolher uma sexta feira à noite para conhecer o mercado de Campo de Ourique não foi a melhor opção. Além de andar a apalpar terreno a conhecer as ofertas disponíveis, senti que faltavam mesas para tantas pessoas que vieram atraídas pelo novo conceito.
Regresso dois anos depois, desta vez para almoçar. É meio dia mas algumas mesas, bem no coração do mercado, já estão ocupadas. Este é um dos elementos que o distingue dos demais: aqui está-se mesmo no centro, entre bancas de legumes e frutas apetitosas. Não sei se trouxe alguma mais valia para os antigos comerciantes mas pelo menos há mais gente e novas dinâmicas.

Regresso à infância n’A Vida Portuguesa

A vida portuguesa Porto

Já passaram alguns anos desde que entrei pela primeira vez n’A Vida Portuguesa. Foi numa tarde soalheira mas fria de Inverno, daquelas em que o Chiado convida a passeios tranquilos e escapadelas para o calor das lojas. Tinha uma ideia do que iria encontrar mas a experiência é sempre melhor. E claro está, a viagem à infância começou assim que entrei.

Do mundo para a Mouraria

Bairro típico de Lisboa, a histórias da Mouraria descobrem-se nos seus paladares, nos estendais coloridos, nas fachadas e sons do mundo.

Mouraria

Sempre que regresso à Mouraria sei que irei descobrir algo novo. Gosto de me perder pelas ruas estreitas, onde o cheiro a antigo se mistura com o da roupa acabada de lavar nos estendais. Cruzar-me com olhares escondidos por detrás das cortinas, que alimentam os dias com a normalidade quotidiana dos demais. Ir de encontro à agitação que caracteriza um bairro cheio de vida.

Entrar, parar e escutar


A Mouraria é o bairro mais multicultural de Lisboa. São vários os pontos de entrada mas há dois de que gosto em particular: a Rua do Capelão exibe orgulhosamente o monumento dedicado ao fado e a Rua da Madalena dá acesso ao Mural nas Escadinhas de São Cristóvão.

Biblioteca Nacional: viagem ao interior da catedral dos livros


A sua fundação remonta há mais de 200 anos mas a Biblioteca Nacional de Portugal só foi instalada no atual edifício em 1969. Além da preservação do património bibliográfico nacional, promove a sua divulgação, prestando um elevado serviço à cultura portuguesa.

Biblioteca Nacional de Portugal


Do jardim para o convento


Localizado no Bairro Alto, em Lisboa, o Convento de São Pedro de Alcântara reabriu as portas em Novembro de 2014.

Convento de São Pedro de Alcântara

Sempre que há eventos que me permitem ver algum património de acesso restrito é difícil deixá-los escapar. Já conhecia o Convento de São Pedro de Alcântara de um ciclo de concertos mas quando soube que ia reabrir, agendei logo uma visita. Após obras de requalificação, a Santa Casa da Misericórdia abriu a todos a possibilidade de visita livre à igreja e capela dos Lencastres ou guiada (2,5€) a outras dependências. Como sou interessada nestas matérias optei pela segunda. Afinal, porque haveria de vir com “a missa a metade”?
Na génese do Convento terá estado uma promessa que D. António Luís Menezes, 1º Marquês de Marialva, fez a São Pedro de Alcântara durante a Guerra da Restauração. A primeira pedra foi colocada em 1680.

Passeio pela Mouraria


A Mouraria, ou “bairro de mouros”, é dos locais mais emblemáticos de Lisboa. Com um património arquitectónico que remonta às origens de Portugal, merece um passeio demorado, com o olhar desperto a descobrir recantos.


Percurso histórico pela Mouraria

Regressar à Mouraria é sempre uma experiência emocionante. Apesar de já a ter percorrido várias vezes, consigo surpreender-me com algo novo. E nada como uma manhã de Inverno para mais um passeio. O objetivo era iniciar o percurso no Intendente e terminar na Rua da Madalena, centrando a atenção na arquitetura mas sempre atenta a eventuais surpresas.

A Casa do Bacalhau


A poucos metros do Convento do Beato, o restaurante A Casa do Bacalhau apresenta pratos onde o fiel amigo é a estrela da companhia.

Se há peixe que faz parte da nossa cozinha é o bacalhau. São tantas as maneiras de o confecionar que pode ser servido em entradas, sopas e pratos principais. No mês de Dezembro, com o Natal a chegar, parece que que ainda me sabe melhor. Juntei à gazeta de Domingo a vontade de conhecer um novo restaurante e fui almoçar à Casa do Bacalhau.
A sala de refeição está localizada nas antigas cavalariças do Palácio do Duque de Lafões. É ampla e sóbria, com espaço suficiente entre as mesas, dois tanques de pedra ao centro e o teto em abóbada.
Na hora de escolher, há que ler atentamente a ementa. Apesar de haver sugestões mais contemporâneas, opto por um tradicional bacalhau com broa e grelos salteados em azeite de alecrim (18€). E para ir entretendo o apetite, aceitei a sugestão duns pastéis de bacalhau que estavam uma delícia (1€ unidade). A carta de vinhos é extensa mas o serviço a copo fica a desejar.

Restaurante A Casa do Bacalhau